Nunca acreditei em metas de vida. Sempre fui dada à fraqueza de quem não se acha a altura do próprio sonho. Nunca e sempre, aliás, velhos companheiros de caminho, feito as faces da moeda que atiro para cima, passo sim passo não, na esperança da cara ou coroa que vai decidir o destino por mim. “Nunca vou ser cantora. Então, ok, moça, continue se direcionando todos os dias para o escritório.” “Sempre vou cantar só no chuveiro. Então, tá, menina, enxagua logo esse cabelo e corre pra não se atrasar.” Apesar de nunca e sempre estarem dando na mesma comigo – e antes que isso tudo fique neurolinguístico demais e distante do título –, sim, hoje foi o dia em que decidi virar cantora.
Pois é. Em pleno Valentine’s Day, peguei uma câmera mini dv (mais…)



