Depois de uma longa passagem dentro de uma pasta organizadora cinza, pós-Virgílio (nome de rua, nunca tive um namorado com este nome de vô), eles voltaram. Estão ali presinhos com durex – algo de direita segundo Antonio Prata - num arremedo de mural da casa dos meus pais. Isso deve significar algo. It’s the beginning of something I guess.
Goodbye – Curta novembro 16, 2010
It’s fucking time! It’s more than time. Time to just say goodbye. The Beatles was playing on your laptop when we met like for the second time. Nothing but The Beatles, the light coming from your note, and the shadow of us in your room. There’re things I just can’t forget. Like that song. Like us. Like the way I felt secure. It was strange back, though. I was the one saying goodbye and you were the one saying hello. Then we changed places. Than we changed places again. And again. And one day you said goodbye like you ment it. And you really ment it. No hellos anymore? No. No matter how long I would wait? No. Even if I felt I could wait like for a life time? Nope. So, after some years now, I guess it’s really time. It’s getting to messy waiting for some hello of yours. I’m getting old and I’m stuck here. Everybody keeps saying me to let this go, for my own sake. And maybe it’s fucking time… For me to accept no more hellos… your hellos towards me are all just retired. Goodbye for good then? Yes. Now? Yes. Can I wait any longer, please? No, now. But it breakes my heart so deeply… For how long you want to be waiting?… Say goodbye, at once. I can’t. You can, say it. I can’t, stop! Say it. No… I don’t know why he say goodbye, I say hello… hello, goodbye, hello, goodbye, hello, goodbye. Goodbye.
Era para eu conseguir não mais chorar – Curta novembro 15, 2010
A primeira vez foi horrível. Daqueles choros com respiração incostante e escandalosa. De embotar a vista e não conseguir enxergar direito. De dar pausas para pensar e recomeçar mais forte. De sentir que, no dia seguinte, o rosto iria estar como se tivesse levado socos em cada um dos olhos. De sentir que, no dia seguinte, iria sofrer de dor de cabeça – de ressaca de tanto chorar.
A segunda vez foi péssima. Daqueles choros de doer as cordas vocais de tanto gritar. De ter de pegar o carro e sair guiando pela cidade de madrugada, quando uns dormem e outros sofrem em paz. De perder as estribeiras do perigo e não temer o farol vermelho de cruzamento agitado que se resolve atravessar para ver se dói menos. De não querer ter amanhã porque amanhã seria chorar de novo – só que sem voz.
A terceira vez foi ruim. Daqueles choros de ir para casa correndo, entrar, fechar a porta numa batida, encostar-me nela e ir escorregando até me abraçar com os joelhos. De sentir a calça ir ficando molhada de estar contra o meu rosto. De só ter forças para continuar chorando. De só conseguir esboçar um sorriso ao imaginar o que será que o Dog estaria achando do gosto das gotas que corriam pela minha bochecha.
A quarta vez foi regular. Daqueles choros de estar com a mão segurando o queixo e sentir a lágrima passar, sem mexer, sem triscar. De ficar quieta, com a respiração normal, com o olhar inerte, com a paciência de torcer aquele pano úmido de você dentro de mim para ver se uma hora ele seca. De respeiar o tempo do choro, de achar que era uma forma de continuar lavando você de dentro de mim.
A quinta vez, hoje, simplesmente foi. Só que sem choro.
Dúvida: (mais…)

